Transação bilionária com o BRB vira alvo de um cerco financeiro sem precedentes
Daniel Vorcaro – Ex-controlador do Banco Master, o empresário vê seu patrimônio no exterior sob lupa da Polícia Federal, que cruza remessas para Dubai e outros paraísos fiscais desde a tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).
- Em resumo: Vorcaro tem duas semanas para detalhar operações off-shore em acordo de colaboração premiada.
Maior pente-fino desde a Lava Jato expõe contas secretas
Com base em auditoria da Machado Meyer e da Kroll, agentes federais rastreiam transferências que teriam sustentado a proposta de R$ 17 bilhões em carteiras de crédito oferecidas ao BRB. A devassa inclui nove celulares apreendidos – 400 GB de dados que, segundo reportagem da Reuters, representam um dos maiores volumes já periciados em investigações financeiras no país.
O relatório independente apontou “falhas graves de governança” e responsabilizou 30 dirigentes afastados pelo banco brasiliense.
Impacto imediato para o BRB e para o ex-governador Ibaneis Rocha
Além da suposta gestão fraudulenta, a PF apura o elo entre Vorcaro e o ex-governador do DF, Ibaneis Rocha. Um contrato de R$ 38 milhões do escritório de advocacia de Ibaneis com um fundo ligado à gestora Reag entrou no radar. O político afirma estar afastado do escritório desde 2018 e nega qualquer negociação com a Reag.
Especialistas lembram que casos semelhantes elevaram exigências do Banco Central para fusões, incluindo comprovação de origem de capitais e “teste de idoneidade” de controladores. Se confirmado o esquema, o BRB pode enfrentar multas e veto a novas aquisições, pressionando as ações do banco no curto prazo.
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