Decisão abre caminho para intervenção ainda neste fim de semana
Jair Bolsonaro recebeu nesta sexta-feira, 24, o aval da Procuradoria-Geral da República para submeter-se a uma cirurgia no ombro direito, passo decisivo que agora depende apenas da homologação final do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF).
- Em resumo: PGR considera indispensável o procedimento e não impõe restrições, citando três lesões complexas detectadas por exames.
Documento médico detalha três lesões graves
O laudo anexado pela defesa descreve danos no manguito rotador e lesões associadas que causam “dores recorrentes e incapacidade funcional”, quadro que piorou mesmo após meses de fisioterapia e analgésicos. Segundo especialistas ouvidos pela G1, a reabilitação de uma artroscopia desse porte pode levar até seis meses, período em que movimentos bruscos ficam proibidos.
“Dadas as informações fornecidas, não se vislumbra óbice ao acolhimento do pedido. A PGR não se opõe, sem prejuízo das cautelas necessárias”, diz o parecer assinado em 24.4.2026.
Cenário jurídico permanece delicado
Mesmo com o provável ingresso no centro cirúrgico, o ex-presidente continua cumprindo pena de 27 anos e 3 meses em regime domiciliar, imposta por tentativa de golpe de Estado. Desde março, Moraes lhe concedeu 90 dias de prisão domiciliar para tratar uma broncopneumonia bacteriana bilateral; agora, a equipe médica relata evolução pulmonar “satisfatória”, mas destaca fadiga muscular e episódios de soluços, fatores que podem complicar a anestesia.
Nos bastidores, juristas lembram que procedimentos eletivos de réus sob custódia exigem escolta e relatórios de retorno imediato ao STF. Caso a cirurgia ocorra neste sábado, 25, o hospital deverá informar diariamente sobre analgesia, mobilidade e o risco de infecção — complicações que, segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia, ocorrem em até 5% dos pacientes desse tipo de reparo articular.
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Crédito da imagem: Divulgação / Jovem Pan