PGR pressiona STF por eleições diretas ao governo do RJ

Deivid Jorge Benetti
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Manifesto da Procuradoria muda o jogo político fluminense

Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou parecer defendendo que a escolha do novo governador do Rio de Janeiro seja feita pelas urnas, posicionamento que o Supremo Tribunal Federal (STF) analisa nesta quarta-feira, 8 de abril.

  • Em resumo: PGR sustenta que apenas o voto popular legitima o mandato-tampão até 2026.

Por que o STF está sob pressão?

A condenação do ex-governador Cláudio Castro e de aliados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 abriu vaga no Palácio Guanabara. O TSE determinou a cassação, e o Código Eleitoral — no artigo 224 — prevê eleição direta quando a vacância ocorre a menos de seis meses do fim do mandato. A PGR endossa essa regra, contrariando a ala da Assembleia Legislativa que prefere uma votação indireta. Segundo análise do G1, decisões semelhantes já ocorreram em outros estados.

“A renúncia se deu como manobra jurídica… o abuso de poder produziu efeitos no mandato obtido em 2022”, escreveu o vice-procurador-geral eleitoral Alexandre Espinosa.

Entenda o impacto para o eleitor fluminense

Se prevalecer o voto direto, o Rio poderá ter a primeira eleição suplementar para o Executivo estadual desde 2018, quando Tocantins passou pelo mesmo processo. A disputa, estimam analistas do Instituto de Estudos Políticos da Uerj, custaria cerca de R$ 80 milhões, valor já previsto no fundo eleitoral. Por outro lado, manter o pleito restrito aos 70 deputados da Alerj reduziria gastos, mas ampliaria a crise de representatividade — 79 % dos fluminenses, segundo pesquisa Datafolha de março, preferem ir às urnas.

O que você acha? Eleição direta fortalece a democracia ou sobrecarrega os cofres públicos? Para mais análises sobre Brasília e estados, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação / Jovem Pan

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Deivid Jorge Benetti é jornalista e criador do portal Mostrando pra Você, com foco em cobertura política nacional e regional. Atua na análise de decisões governamentais, movimentações do cenário político e impactos diretos na sociedade, com atenção especial ao Rio Grande do Sul e à cidade de Porto Alegre. Com uma abordagem direta e informativa, busca traduzir temas complexos da política em conteúdos acessíveis ao público, mantendo o compromisso com a clareza, atualização e relevância das informações.