Ferramenta poderá conectar sistemas no exterior e simplificar impostos no Brasil
PIX – Em meio às recentes críticas do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e à defesa imediata do presidente Lula, o Banco Central avança na chamada “agenda evolutiva” que promete expandir o sistema de pagamentos instantâneos para além das fronteiras brasileiras.
- Em resumo: novas funções incluem cobrança híbrida já em novembro, split tributário e, até 2027, PIX internacional e por aproximação offline.
Cobrança híbrida e split tributário entram em operação ainda em 2026
A partir de novembro, qualquer QR Code emitido deverá oferecer simultaneamente PIX e boleto, tornando a opção híbrida obrigatória. Já o split tributário conectará o Fisco ao pagamento em tempo real, permitindo que a CBS seja recolhida no ato da compra – movimento alinhado a modelos vistos em economias como a do Canadá, segundo levantamento da Reuters.
“Ninguém vai fazer a gente mudar o PIX”, afirmou Lula ao rebater o relatório norte-americano que acusa o sistema de prejudicar bandeiras como Visa e Mastercard.
PIX internacional pode destravar US$ 17 bi em remessas na América Latina
No plano do Banco Central, transações transfronteiriças deixarão de depender de acordos pontuais em cidades turísticas e passarão a funcionar entre bancos centrais, espelhando o modelo adotado por Índia e Singapura no UPI-PayNow. Segundo dados do Banco Mundial, brasileiros enviaram cerca de US$ 4,9 bi em remessas em 2025; a integração poderia reduzir taxas em até 60 %, beneficiando migrantes e e-commerce.
Outra promessa é o PIX em garantia, que permitirá usar recebíveis futuros como colateral. A medida pode baratear o crédito para 25 milhões de autônomos, de acordo com estimativa da FGV. Paralelamente, o BC estuda padronizar o PIX parcelado, ampliando a concorrência com o cartão de crédito e potencialmente pressionando juros para baixo.
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Crédito da imagem: Reprodução / TV Globo