Crise humanitária pressiona Beirute a garantir fundos e segurança
Nawaf Salam — o primeiro-ministro libanês afirmou na última terça-feira (21) que seu governo não aceitará intimidações do Hezbollah enquanto trabalha por uma negociação direta com Israel para encerrar o atual impasse na fronteira sul.
- Em resumo: Beirute pede €500 milhões e insiste em diplomacia mesmo sob ameaça.
Diplomacia sob fogo cruzado
Em Paris, Salam reuniu-se com Emmanuel Macron para alinhar apoio francês antes de uma rodada de conversas mediadas pelos Estados Unidos entre embaixadores libaneses e israelenses. O premiê destacou que “diplomacia não é fraqueza”, ecoando a necessidade de explorar todas as vias para restaurar a soberania nacional, segundo a agência Reuters.
“Não estamos buscando confronto com o Hezbollah, mas não seremos intimidados”, declarou Salam, ao comentar a possibilidade de desarmar o grupo apoiado pelo Irã.
Histórico de tensões e custos da reconstrução
O pedido emergencial de €500 milhões cobre apenas os próximos seis meses, quando 1,2 milhão de deslocados internos precisam de abrigo e serviços básicos. Desde a guerra de 2006 entre Israel e Hezbollah, a Resolução 1701 da ONU tenta manter uma zona tampão no sul, mas violações frequentes alimentam novos choques. A fragilidade econômica do Líbano, agravada pelo colapso financeiro de 2019 e pela explosão no porto de Beirute em 2020, limita a capacidade do Exército de conter milícias e vigiar a fronteira.
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Crédito da imagem: Divulgação / AP