Produtividade baixa trava fim da escala 6×1 no Brasil

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Produtividade esbarra na reforma do modelo de jornadas

Brasil – Recentemente, a proposta de encerrar a escala 6×1 voltou ao centro do debate trabalhista, mas economistas e empresários sustentam que a baixa produtividade média impede qualquer avanço sem riscos para a competitividade.

  • Em resumo: Produtividade do trabalhador brasileiro é citada como principal entrave para substituir o regime de seis dias de trabalho por semana.

Quanto o Brasil produz em comparação ao resto do mundo?

Segundo dados da OCDE reunidos pela Reuters, o valor gerado por hora trabalhada no país gira em torno de US$ 9, bem abaixo da média de US$ 28 registrada pelos membros da organização. Esse hiato ajuda a explicar por que parte do setor produtivo teme elevar custos trabalhistas sem, antes, aumentar eficiência.

“Economistas e empresários têm citado a baixa produtividade da economia brasileira como um dos argumentos contrários ao fim da escala 6×1.”

De onde vem essa baixa produtividade?

Especialistas indicam fatores históricos, como investimento insuficiente em educação técnica, adoção lenta de tecnologia e infraestrutura precária. Embora o Brasil tenha avançado em digitalização nos últimos anos, o parque industrial ainda carece de automação comparável à de economias asiáticas.

Para a Confederação Nacional da Indústria, cada ponto percentual de ganho de produtividade pode adicionar R$ 30 bilhões ao PIB anual, o que reforça a tese de que modernizar processos é passo prévio para rever regimes de jornada.

O que está em jogo ao mexer na escala 6×1?

A escala, prevista na CLT desde 1943, possibilita funcionamento contínuo de setores como comércio e serviços. Alterá-la significaria renegociar folgas dominicais e adicional de horas extras, impactando diretamente margens já comprimidas por tributos elevados.

Do lado dos trabalhadores, centrais sindicais alegam que o modelo atual compromete saúde mental e convívio familiar, mas reconhecem que ganho real virá apenas se produtividade subir e salários acompanharem.

O que você acha? O país deve priorizar ganhos de eficiência antes de rever a jornada semanal? Para mais análises sobre economia global, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / BBC News

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Eliane Ribas Schemeler é colaboradora do Mostrando pra Você, dedicada à cobertura de notícias gerais, acontecimentos do Brasil e do mundo, com atenção especial ao Rio Grande do Sul. Seu foco é levar ao público informações relevantes do dia a dia, incluindo atualizações importantes, fatos de interesse público e conteúdos que impactam diretamente a sociedade.