Decisão mira barrar extrema direita e inclui condições anti-privatização
PSOL – Em reunião nesta terça-feira (21), a executiva estadual definiu que trabalhará pela candidatura de Juliana Brizola (PDT) ao Palácio Piratini, porém sem assumir postos em um eventual governo.
- Em resumo: sigla adere à frente ampla, mas exige combate a privatizações, valorização do serviço público e políticas de prevenção a desastres.
Condições para o apoio e recado à chapa PDT-PT
A legenda entregará, nesta quarta-feira (22), um caderno de compromissos à pedetista e ao candidato a vice, Edegar Pretto (PT). Entre eles, está a proibição de novas vendas de estatais e a recomposição salarial de servidores, pontos considerados inegociáveis pelos dirigentes. Conforme destacou a presidente estadual Gabrielle Tolotti, o objetivo é “derrotar a extrema direita”, desafio que ecoa nas últimas análises de risco eleitoral publicadas pela Reuters.
“São reivindicações básicas para que possamos enfrentar conjuntamente esse processo eleitoral e derrotar a extrema direita, que, se chegar ao governo, vai causar um estrago enorme ao nosso Estado”, afirmou Gabrielle Tolotti.
Por que o PSOL não quer cargos, mas se engaja na campanha
O vereador Roberto Robaina deixou claro que a participação é “crítica”. Para ele, um eventual governo do PDT não representaria integralmente a esquerda gaúcha. A estratégia repete 2018, quando o PSOL retirou candidatura própria para apoiar uma coalizão progressista. Diferente daquele pleito, porém, a legenda agora garante presença no horário eleitoral e a manutenção de Manuela D’Ávila como pré-candidata ao Senado, reforçando palanque nacional para 2026.
Especialistas notam que frentes amplas têm crescido em estados do Sul após o desempenho da extrema direita em 2022. Segundo levantamento do Centro de Estudos de Política da USP, coligações com cinco ou mais partidos de centro-esquerda aumentaram 27 % nas pré-convenções deste ano, reflexo direto da fragmentação no primeiro turno anterior.
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Crédito da imagem: Divulgação / Sul21