Aliança mira segundo turno e pressiona por mudanças no plano de governo
PSOL – Em decisão tomada nesta terça-feira (21), o partido abandonou a ideia de candidatura própria e oficializou o chamado “apoio crítico” à chapa de Juliana Brizola (PDT) na disputa pelo Palácio Piratini, condicionando a parceria a um pacote mínimo de propostas contra privatizações e em defesa do serviço público.
- Em resumo: Partido quer garantir pauta de esquerda sem integrar a futura base governista.
Por que “apoio crítico” e não coalizão plena?
O termo significa que os psolistas cruzarão a campanha ao lado de Brizola, mas manterão independência pós-eleição. Como frisou o vereador Roberto Robaina, a sigla “não reivindicará cargos” porque considera o PDT um aliado circunstancial na missão de empurrar a extrema-direita para fora do segundo turno.
“Uma gestão do PDT não é necessariamente dos trabalhadores nem de esquerda; nosso compromisso é derrotar a extrema direita”, disse Robaina durante a reunião partidária.
Impacto eleitoral e pressões programáticas
Nos bastidores, analistas lembram que o PSOL conquistou 8,5% dos votos válidos para o governo gaúcho em 2022, capital político suficiente para influenciar debates centrais como reestatização parcial da CEEE e prevenção a desastres climáticos – tema que ganhou força após as enchentes que atingiram o Estado em 2024.
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Crédito da imagem: Divulgação / PDT