Tragédia reacende alerta sobre segurança infantil em eventos equestres
Ana Júlia da Silva – a amazona de 9 anos que praticava laço desde a primeira infância – não resistiu aos ferimentos após cair de um cavalo durante um acampamento em Marquinho, região central do Paraná, na última quinta-feira (23).
- Em resumo: cavalo disparou, a menina ficou presa ao estribo e foi arrastada, provocando sua morte.
Cavalo se assusta, dispara e arrasta a criança
De acordo com o boletim da Polícia Civil, o animal ganhou velocidade repentinamente. Com o pé preso ao estribo, Ana Júlia foi arrastada por vários metros antes de receber socorro. A família aguardava a participação dela nos Jogos Abertos da Cantuquiriguaçu, torneio tradicional na região. Conforme detalhou o portal G1, a competição reunia dezenas de laçadores e entusiastas de cultura campeira.
“O cavalo disparou, a criança caiu e ficou com o pé preso, sendo arrastada”, descreve o registro policial anexado ao inquérito.
Competições suspensas e investigação sobre condições de segurança
A Prefeitura de Marquinho cancelou todas as provas de laço do evento e informou que o acidente ocorreu fora da pista oficial, frisando que a estrutura das competições estava em conformidade com as normas. O caso agora é investigado pela Polícia Civil para apurar eventuais falhas de manejo ou uso de equipamentos de proteção.
Especialistas em esportes equestres destacam que capacetes, coletes de segurança e treinamento adequado dos animais reduzem drasticamente o risco de lesões graves. No Brasil, eventos de montaria ainda carecem de regulamentação única, o que deixa a responsabilidade distribuída entre organizadores, federações locais e poder público.
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Crédito da imagem: Divulgação / CTG Local