Defesa Civil eleva número de municípios afetados e mantém alerta
Defesa Civil do Rio Grande do Sul confirmou, nesta quarta-feira (8), que sete municípios já contabilizam danos causados pelas fortes instabilidades que atingem o Estado, incluindo ventos que ultrapassaram 120 km/h.
- Em resumo: telhados arrancados, escolas danificadas e estradas bloqueadas em diferentes regiões gaúchas.
Estragos se espalham do Planalto ao Litoral Sul
Barracão, Espumoso, Gramado, Santa Cruz do Sul, Santa Maria, Soledade e Vista Gaúcha registram problemas que vão de árvores caídas a alagamentos. Em Santa Vitória do Palmar, o anemômetro marcou 120 km/h, segundo medição oficial citada pela Defesa Civil. Cidades como Herval, Pelotas e Canguçu também relataram rajadas superiores a 60 km/h, de acordo com levantamento detalhado pelo GZH.
“Para esta quarta-feira (8), as regiões Sul, Costa Doce, Região Metropolitana e Litoral podem ter rajadas de 60 a 80 km/h, com picos acima de 90 km/h no Litoral Sul”, alerta o Inmet.
Por que o vento ficou tão forte?
Meteorologistas apontam que o contraste térmico entre uma frente fria de origem polar e o ar quente que estava estacionado sobre o Centro-Sul do país favoreceu a formação de um ciclone extratropical próximo à costa. Esse fenômeno, típico da primavera gaúcha, potencializa vendavais e provoca mar agitado, cenário semelhante ao observado em setembro de 2023, quando outro sistema gerou estragos em mais de 100 cidades.
Os eventos severos têm aumentado em frequência: levantamento da Universidade Federal de Pelotas indica alta de 18 % nos registros de vendaval na última década. O dado reforça a recomendação de revisão preventiva de telhados e poda de árvores próximas à rede elétrica antes do pico da temporada de tempestades, que vai até dezembro.
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Crédito da imagem: Divulgação / Joel Vargas / PMPA