Reentrada da Orion: 8 minutos de terror na volta da Artemis II

Fernanda Soares Sassi
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Velocidade extrema, blackout de rádio e a aposta na precisão milimétrica

Artemis II volta a ocupar os holofotes enquanto a cápsula Orion inicia a descida rumo ao Oceano Pacífico, carregando Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen após um sobrevoo lunar inédito em mais de meio século.

  • Em resumo: a Orion cruzará a atmosfera a 38 000 km/h, perderá contato por 8 minutos e dependerá de paraquedas para frear de 500 km/h até o pouso.

Os “oito minutos de terror” e o fator TRANSMISSÃO: Record

A fase crítica começa a 120 km de altitude. Nesse ponto, o atrito com o ar gera temperaturas que podem chegar a 2 800 °C, transformando a nave em uma bola de fogo visível a quilômetros. O ângulo de reentrada – mais raso que o da missão Artemis I – foi calculado para reduzir forças g, mas aumenta o tempo de exposição ao plasma que bloqueia as comunicações. É aí que surge o temido blackout de rádio, apelidado pela NASA de “oito minutos do terror”. A expectativa é que a TRANSMISSÃO: Record exiba, em tempo real, apenas telemetria básica até o sinal ser restabelecido, cerca de 8 km acima do mar.

“Quando o contato for retomado, saberemos em segundos se o escudo térmico e o novo perfil de voo cumpriram o que prometeram”, reforça a equipe de controle de voo de Houston.

Operações semelhantes já aconteceram durante o programa Apollo, mas a velocidade atual é 30 % maior, elevando o risco. De acordo com análise publicada no The Verge, a NASA introduziu painéis ablativos mais densos e sensores extras para mapear pontos de calor em tempo real.

Por que a reentrada é decisiva para as próximas missões

O sucesso da Artemis II libera o cronograma da Artemis 4, planejada para colocar humanos na superfície lunar e inaugurar o posto avançado Gateway. Além disso, valida o sistema de navegação “salto de hipervelocidade”, que faz a Orion “quicar” na alta atmosfera antes do mergulho final – técnica essencial para futuras viagens a Marte. Especialistas lembram que cada segundo de telemetria recuperada agora servirá de base para refinar software, materiais e protocolos de emergência das próximas etapas.

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Crédito da imagem: Divulgação / NASA

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Fernanda Soares Sassi é colaboradora do Mostrando pra Você, com foco em tecnologia, inovação e tendências digitais. Atua na produção de conteúdos sobre novidades do setor tecnológico, redes sociais, inteligência artificial e impacto da tecnologia no cotidiano. Seu trabalho busca apresentar informações de forma clara e atualizada, ajudando o leitor a entender as transformações digitais e como elas influenciam a vida moderna.