Estratégia ousada coloca foco no calendário apertado
Renato Gaúcho – ao decidir mandar um time praticamente inteiro de reservas para a Copa Sul-Americana – reacendeu a discussão sobre até onde o Grêmio pode ir dividindo forças em 2024.
- Em resumo: técnico prioriza competições internas e abre debate sobre risco de desclassificação precoce.
Por que o treinador optou por poupar titulares?
O comandante gremista citou o desgaste físico do elenco e a sequência de jogos do Brasileirão e da Copa do Brasil como motivos centrais. A decisão repete movimentos anteriores: em 2021, o Grêmio também rodou a equipe em fases iniciais de torneios continentais. De acordo com reportagem da ESPN, o clube tem percorrido até 7.000 km em poucos dias, fator que pesou na análise da comissão técnica.
“Precisamos pensar no todo; não dá para sacrificar o grupo inteiro por um jogo”, justificou Renato em coletiva recente.
Calendário, finanças e pressão da torcida
Além do aspecto físico, a direção entende que avançar no Brasileirão garante premiação maior e visibilidade para patrocinadores. O valor pago ao campeão da Sul-Americana – US$ 5 milhões – é menor que o de um simples salto de posições na Série A, segundo dados da CBF. Ainda assim, a torcida se divide: parte apoia a gestão de elenco, enquanto outra teme repetir 2019, quando uma eliminação continental aumentou a pressão sobre o treinador.
O que você acha? A estratégia de Renato vale o risco de uma queda precoce no torneio sul-americano? Para acompanhar mais análises, acesse nossa editoria de Futebol.
Crédito da imagem: Divulgação / Grêmio