De médico militar a líder político: por que a posse altera o jogo local
Marcelo Zeitoune tomou posse na Prefeitura de Boa Vista nesta quinta-feira (2) e, com a saída de Arthur Henrique, carregará o mandato até 31 de dezembro de 2028, redefinindo o cenário político da capital de Roraima.
- Em resumo: Zeitoune foi alçado ao cargo após a renúncia de Arthur Henrique, respeitando o prazo eleitoral para 2026.
Militar, ortopedista e agora prefeito: a trajetória que convenceu o eleitor
Formado em medicina e tenente-coronel do Exército, Zeitoune construiu currículo que inclui missão de paz da ONU no Haiti e passagem pelo Gabinete de Segurança Institucional em Brasília. Segundo o G1, a chapa que ele integrava venceu o pleito de 2024 com 75,18 % dos votos – três vezes mais que a segunda colocada.
“O mandato na prefeitura de Boa Vista marca a entrada do tenente-coronel na política.” – trecho do comunicado oficial sobre a posse.
O que muda para Boa Vista até 2028
Com um orçamento municipal estimado em mais de R$ 2 bilhões anuais, a capital enfrenta desafios de infraestrutura, migração venezuelana e saúde pública. A experiência de Zeitoune na Secretaria de Saúde em 2025 sugere foco imediato na modernização das unidades básicas e na ampliação de programas de atenção primária. Analistas locais lembram que, historicamente, prefeitos militares tendem a adotar modelos de gestão centrados em metas e indicadores de desempenho, o que pode acelerar obras e licitações estratégicas.
O que você acha? A chegada de um prefeito de perfil técnico-militar pode realmente acelerar as entregas que Boa Vista precisa? Para mais análises, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Yara Ramalho