Mudança estratégica chega no auge da reforma ministerial de 2026
Rui Costa formalizou nesta quinta-feira (2.abr.2026) sua saída da Casa Civil, abrindo caminho para que a secretária-executiva Miriam Belchior assuma a pasta considerada o “cérebro” do Planalto, durante cerimônia transmitida pela Globo na Estação da Calçada, em Salvador.
- Em resumo: Costa se despede após articular R$ 65,6 bi via Novo PAC e parte para disputar o Senado pela Bahia.
Despedida marcada por balanço social e cobrança interna
Ao lado do presidente Lula, o ex-governador baiano destacou a queda de 26,5 milhões de pessoas no mapa da fome e o menor desemprego histórico de 5,4%. Em tom de prestação de contas, cobrou mais divulgação dos resultados da gestão e lembrou que “quase todas as decisões” passavam por seu crivo — percepção corroborada por analistas ouvidos pela Reuters.
“Esse é o meu último ato como ministro da Casa Civil; quando o dia terminar, o presidente assina minha exoneração”, declarou Costa diante do bairro onde cresceu.
Belchior herda central de poder em ano eleitoral
Professora e ex-ministra do Planejamento, Belchior assume enquanto 20 ministros deixam o governo para entrar na corrida municipal. Além de manter o ritmo de 80% de execução do Novo PAC, ela terá de articular verbas e projetos sem abrir novos programas, como determinou Lula. No currículo, pesa a coordenação do PAC original e a presidência da Caixa, experiências que podem facilitar o diálogo com prefeitos e bancadas regionais.
Especialistas lembram que, desde Dilma Rousseff, a Casa Civil não era comandada por uma técnica com trânsito político robusto, combinação crucial para segurar pressões do Congresso em ano de votação de reformas tributárias complementares.
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Crédito da imagem: Divulgação / Governo Federal