Movimento de Islamabad tenta evitar nova crise de abastecimento no Golfo
Shehbaz Sharif – primeiro-ministro do Paquistão – solicitou recentemente ao ex-presidente norte-americano Donald Trump uma prorrogação de 14 dias nas tratativas nucleares com o Irã, apostando que o tempo extra será suficiente para selar um entendimento diplomático e viabilizar a reabertura plena do Estreito de Ormuz.
- Em resumo: Sharif quer duas semanas adicionais para evitar bloqueio de Ormuz e estabilizar o mercado de petróleo.
Efeito imediato sobre o preço do petróleo
Especialistas em energia alertam que qualquer interrupção no Estreito afeta quase 20% do comércio marítimo de petróleo bruto. De acordo com uma análise da Reuters, cada dia de risco na rota pode adicionar até US$ 3 ao barril no mercado futuro.
Sharif propôs a Trump “mais quinze dias, no máximo duas semanas”, para garantir avanços nas conversas com Teerã e “manter Ormuz aberto a toda navegação”, segundo interlocutores paquistaneses.
Paquistão como mediador: aposta estratégica
Não é a primeira vez que Islamabad atua como ponte entre Washington e Teerã. Em 2019, o então premiê Imran Khan tentou intermediar diálogo semelhante. Analistas lembram que o Paquistão busca projetar influência regional e, ao mesmo tempo, preservar suas importações de energia — 43% do petróleo consumido no país cruza justamente o Estreito de Ormuz.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters