Sheinbaum critica estigma de Sinaloa e freia caso Rocha

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Pressão sobre a violência expõe disputa narrativa em meio a eleições

Claudia Sheinbaum — Ao classificar como “grave” a estigmatização de Sinaloa, a ex-chefe de governo da Cidade do México optou por segurar, por ora, o debate público sobre as acusações que rondam o governador Rubén Rocha.

  • Em resumo: Sheinbaum diz que o rótulo de violência prejudica Sinaloa e usa o argumento para ganhar tempo no caso Rocha.

Rocha repete discurso contra o “carimbo” de violência

Desde a campanha pela reitoria da Universidade de Sinaloa, Rubén Rocha insiste que Badiraguato, terra natal de Joaquín “El Chapo” Guzmán, é “tierra de maestros”. Na corrida pelo governo, prometeu “eliminar o estigma” e recuperar a vocação agrícola do Estado. Já no cargo, janeiro de 2025 registrou mais de 100 assassinatos mensais em meio à disputa interna do Cartel de Sinaloa, mas Rocha afirmou que “en Sinaloa se vive perfectamente bien”. Dados recentes compilados pela BBC News mostram que a entidade continua entre as líderes nacionais em crimes violentos.

“En Sinaloa se vive perfectamente bien”, insistiu Rocha mesmo com a escalada de homicídios em 2025.

Estigma afeta investimentos, turismo e clima eleitoral

Analistas lembram que o nome Sinaloa virou sinônimo de narcotráfico nas últimas décadas, o que pressiona cadeias de valor do tomate ao atum e afugenta visitantes. Para Sheinbaum, a rotulagem traz custo econômico e político às vésperas da sucessão presidencial de 2026. A morenista, que lidera as pesquisas, procura evitar desgaste com aliados regionais enquanto negocia apoios estratégicos no Noroeste do país.

O que você acha? A fala de Sheinbaum ajuda Sinaloa ou apenas adia a solução do problema? Para mais análises de bastidores políticos, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / El País

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