Microfone flagra conselho a Lula instantes antes de recado duro aos EUA
Lula surpreendeu a plateia em Salvador ao transformar uma orientação sussurrada do ministro Sidônio Palmeira em um recado direto ao governo Trump, que acusa o PIX de “distorcer o comércio internacional”.
- Em resumo: Presidente diz que “ninguém” fará o Brasil alterar o PIX, apesar da pressão de Washington.
Relatório de Trump tenta frear avanço do sistema instantâneo
O documento do Escritório do Representante Comercial norte-americano, divulgado nesta semana, sustenta que o Banco Central dá “tratamento preferencial” ao PIX, prejudicando bandeiras como Visa e Mastercard. O texto, repercutido pela agência Reuters, também critica regras ambientais e a Lei Geral de Proteção de Dados.
“O PIX é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o PIX pelo serviço que ele presta à sociedade brasileira”, afirmou Lula, sob aplausos.
Por que o PIX incomoda gigantes de cartão e governos estrangeiros
Lançado em 2020, o PIX já responde por mais de 40% de todas as transações financeiras domésticas, movimentando R$ 17 trilhões em 2025, segundo o Banco Central. A gratuidade para pessoas físicas e o crédito instantâneo reduzem receitas de interchange, base do modelo de cartões. Nos EUA, grandes bancos estudam sistema similar, mas esbarram em lobby de processadoras.
A escalada política ganhou cor eleitoral: estrategistas do Planalto veem no embate com Trump uma oportunidade de reforçar a imagem de soberania econômica — pesquisa Quaest de 2025 mostrou 64% de apoio a Lula quando confrontado com pressões externas. Especialistas lembram que o tema pode influenciar a corrida presidencial de 2026, onde o bolsonarismo deve apoiar Flávio Bolsonaro.
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Crédito da imagem: Divulgação / Canal Gov