STF põe em jogo mandato no Rio e futuro da Ferrogrão em abril

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Agenda lotada do Supremo mira política fluminense e bilhões em investimentos

STF — Ao longo de abril, o Supremo Tribunal Federal decide quem assume o Palácio Guanabara até 2027, se libera a polêmica Ferrogrão e se mantém as regras da Lei Ferrari que regulamentam o mercado automotivo.

  • Em resumo: Três julgamentos estratégicos podem mexer com o cenário político do Rio e destravar obras e contratos de grandes setores econômicos.

Mandato-tampão no Rio: deputados ou urnas?

Marcado para 8 de abril, o julgamento definirá se a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro escolherá, de forma indireta, o sucessor de Cláudio Castro ou se será convocada eleição direta. Segundo a Reuters, o veredicto ganha peso porque a incerteza pode paralisar votações do orçamento fluminense.

“O caso foi iniciado no plenário virtual, mas foi interrompido após pedido de destaque do ministro Cristiano Zanin”, registra o processo.

Ferrogrão e Lei Ferrari: impacto cruzado em logística e automóveis

No mesmo dia, os ministros retomam a ação que questiona a redução do Parque Nacional do Jamanxim para viabilizar a Ferrogrão, ferrovia estimada em R$ 14 bilhões que reduzirá em até 40% o custo de escoamento da soja do Centro-Oeste para portos do Norte. O setor exportador aguarda a decisão para definir investimentos em terminais e armazéns.

Também volta à pauta a discussão sobre dispositivos da Lei 6.729/1979. Concessionárias afirmam que a exclusividade prevista na norma evita guerra de preços; montadoras rebatem dizendo que novas formas de venda digital exigem flexibilização. Dados da Anfavea indicam que o varejo de veículos movimentou R$ 256 bilhões em 2023, sinalizando o tamanho da disputa.

O que você acha? As decisões devem prevalecer ou precisam de ajustes? Para acompanhar todos os desdobramentos, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação / STF





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