Boletim reforça urgência da vacinação antes do pico do inverno
Fiocruz – Em boletim publicado na última quinta-feira (9), o sistema InfoGripe confirmou aceleração dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) ligados à influenza A no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, elevando o nível de atenção nas duas unidades da federação.
- Em resumo: Influenza A já responde por quase 1 em cada 3 casos graves no país.
Números que pressionam o sistema de saúde
A fundação apurou que, apenas na Semana Epidemiológica 13, 13 dos 27 estados mantiveram tendência de crescimento da SRAG. No Sul, a curva de influenza A ganha inclinação acentuada, enquanto no Norte e Nordeste o vírus começa a perder força, segundo levantamento do G1.
“A vacina contra a influenza é a principal forma de proteção contra casos graves e mortes”, reforça a pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz.
Por que o Sul preocupa mais em 2026?
O início precoce de frentes frias e a menor cobertura vacinal — hoje abaixo de 60% nos dois estados — criam um terreno fértil para a propagação do vírus. Em anos anteriores, picos ocorreram somente em junho, mas a circulação antecipada do H1N1 encurta o tempo de reação das autoridades sanitárias. Especialistas também lembram que o fluxo intenso de turistas no outono aumenta a transmissão inter-regional, fenômeno observado durante o surto de 2019.
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