Investigação mira se uso da força foi proporcional e legal
Brigada Militar — Na noite de 11/04, um policial militar que corria pela Avenida Bento Gonçalves, em Porto Alegre, matou a tiros um homem que, segundo testemunhas, tentou desarmá-lo durante um surto.
- Em resumo: Suspeito avançou para tomar a pistola; policial reagiu e o óbito foi constatado no local.
Disparo ocorreu após tentativa de desarme, diz ocorrência
O registro aponta que o agente, lotado no 19º BPM e fora de serviço, corria com um amigo quando percebeu estar sendo seguido. A vítima teria anunciado portar faca e investido contra a dupla, tentando arrancar a arma do militar. Segundo especialistas consultados pelo GZH, casos de legítima defesa envolvendo policiais fora do horário de trabalho dependem de prova técnica minuciosa.
“Ao avaliar os elementos iniciais, a autoridade de plantão entendeu que o policial agiu em legítima defesa”, informa a nota oficial da Brigada Militar.
Legítima defesa e protocolos: o que acontece agora
A Polícia Civil abriu inquérito para reconstruir a dinâmica, ouvir testemunhas e conferir laudos balísticos. Por norma, a arma do PM é recolhida para perícia, e ele pode responder em liberdade enquanto o caso é analisado pelo Ministério Público. Em situações semelhantes no Estado, a conclusão sobre excesso ou não costuma levar semanas, conforme levantamento do Instituto Sou da Paz.
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Crédito da imagem: Divulgação / Brigada Militar