De fábricas migrando ao bolso do consumidor, os reflexos se ampliam
Estados Unidos – Um ano após a escalada tarifária iniciada pelo governo Donald Trump, as sobretaxas mais altas em décadas redesenham rotas de comércio, pressionam custos e mudam a estratégia de multinacionais.
- Em resumo: tarifas de até 25% alteram cadeias globais e provocam retaliações.
Sobretaxas remodelam rotas de importação
Dados do Census Bureau indicam que a participação da China nas importações americanas despencou, enquanto México e Vietnã ganharam espaço. Analistas ouvidos pela agência Reuters alertam que o redirecionamento encarece peças, aço e eletrônicos, efeito já sentido na inflação dos EUA.
“As tarifas dos Estados Unidos estão no nível mais alto em décadas”, destaca relatório econômico publicado pelo Banco Mundial.
Efeito dominó: impactos em Brasil e China
No curto prazo, exportadores brasileiros de soja faturaram com a disputa entre Washington e Pequim, mas a vantagem tende a encolher conforme a China diversifica fornecedores na Ásia Central. Já as siderúrgicas brasileiras enfrentam cotas rígidas para vender aço nos EUA, segundo a Confederação Nacional da Indústria.
Empresas globais avaliam realocar parte da produção para evitar a tarifa de 25%. A taiwanesa Foxconn, por exemplo, ampliou fábricas no México, seguindo tendência de “nearshoring” que atraiu US$ 35 bilhões em investimento estrangeiro direto para o país vizinho em 2023, segundo o Banco do México.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters