Taxa das blusinhas faz arrecadação disparar 25% em janeiro

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Crescimento de R$ 85 milhões reaquece discussão sobre manter ou revogar o tributo

Governo federal arrecadou R$ 425 milhões em janeiro com o imposto de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, a chamada “taxa das blusinhas”, valor 25% superior ao mesmo mês de 2025 e que volta a colocar a cobrança no centro do debate em Brasília.

  • Em resumo: salto de arrecadação renova pressões da indústria e faz Congresso avaliar projeto que zera o imposto.

Recorde reforça caixa, mas acende alerta nos Correios

A Receita Federal registrou 15,3 milhões de remessas internacionais no primeiro mês do ano, contra 11,4 milhões um ano antes, segundo dados compilados pela Reuters. Embora o crescimento alivie o resultado fiscal, os Correios relatam prejuízo operacional na mesma proporção, devido ao aumento de pacotes que exigem manuseio extra.

“O número de encomendas fora do Programa Remessa Conforme caiu de 16 milhões em 2024 para 6,5 milhões em 2025, reduzindo a evasão fiscal e acelerando entregas”, informou a Receita Federal.

Pressão da indústria e calendário eleitoral dividem Brasília

Empresas têxteis argumentam que a alíquota corrige a disparidade tributária: confecções nacionais pagam, em média, 45% de impostos. Já consumidores e gigantes do e-commerce defendem isenção para compras de baixo valor, prática adotada parcialmente em países como Estados Unidos (até US$ 800) e Reino Unido (≤£135), o que cria comparação direta com o mercado brasileiro.

Nos bastidores, ministros da ala política, capitaneados pela Secretaria de Comunicação, estudam revogar o tributo em ano de eleição. Em sentido oposto, o vice-presidente Geraldo Alckmin reiterou que a tarifa “protege produção, emprego e renda”, argumento reforçado pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit).

O tema ganhou espaço em transmissões recentes da Globo e da Record, refletindo o interesse público na possível mudança de regra.

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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images

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