Declaração sobre balé e ópera contrasta com salas lotadas em Buenos Aires
Timothée Chalamet – O astro de “Duna” viralizou recentemente ao afirmar, em entrevista com transmissão: Band, que “ninguém se importa com balé e ópera”. A frase disparou um debate global sobre a relevância do belo nas artes, justamente quando vigorosos espetáculos clássicos seguem esgotando ingressos.
- Em resumo: A fala de Chalamet evidencia o abismo entre a técnica que emociona plateias e a arte contemporânea que aposta no choque.
Entre o “Lago dos Cisnes” lotado e a galeria vazia
Durante viagem recente a Buenos Aires, a coluna presenciou dois cenários opostos: o Teatro Colón completamente tomado para “O Lago dos Cisnes” e, poucas quadras dali, uma mostra de arte contemporânea quase sem visitantes. O contraste ecoa o que especialistas descrevem como “fome de forma” – busca por obras que exigem rigor técnico e entregam catarse. Fontes do setor cultural ouvidas pela Rolling Stone apontam que o público se sente “órfão de excelência” em meio a instalações que privilegiam discurso sobre experiência.
“Medicina, direito, negócios sustentam a vida, mas poesia, beleza, romance e amor são pelos quais vivemos.” – Professor John Keating, em “A Sociedade dos Poetas Mortos”.
O que a filosofia ensina sobre a necessidade do belo
Para o filósofo britânico Roger Scruton, a beleza opera como bússola moral e não mero ornamento. Seu argumento ganha força quando números do Global Performing Arts Market mostram crescimento de 7% anual em ingressos para balé e ópera, puxado por jovens de 18 a 30 anos – faixa etária de Chalamet. Em paralelo, grandes bienais relatam queda de público desde 2022. Especialistas creditam o fenômeno ao “cansaço do escândalo fácil” e à procura por experiências que elevem o espírito, reforçando a hipótese de que a audiência abandona a arte apenas quando a arte abandona o belo.
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