Tribunal libera L7NNON e rejeita impasse aberto por Yoko Ono

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Decisão do TRF2 muda o jogo na batalha de marcas entre o rap brasileiro e o legado dos Beatles

L7NNON garantiu, em julgamento recente, o direito de continuar usando seu nome artístico, após o Tribunal Regional Federal da 2ª Região concluir que não há risco real de confusão com o espólio de John Lennon, representado por Yoko Ono.

  • Em resumo: Corte reconheceu “estilização gráfica relevante” e manteve registro da marca L7NNON.

Ponto a ponto: por que a Justiça deu razão ao rapper

O processo começou no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, onde a equipe de Yoko Ono tentou barrar o registro alegando associação indevida ao ex-Beatle. No recurso ao TRF2, os desembargadores destacaram que a troca da letra “E” pelo número “7” cria um sinal distintivo, voltado a um público jovem do rap e do trap. Casos parecidos de disputa de nomes não são raros; recentemente, a Rolling Stone detalhou embates similares envolvendo artistas internacionais.

A 2ª Turma concluiu que a marca exibe “estilização gráfica relevante” e dialoga com “universo cultural distinto do legado de John Lennon”.

Impacto no mercado e próximos passos possíveis

A vitória reforça a importância de personal branding no rap nacional, um segmento que movimenta patrocínios, streaming e colaborações milionárias. Especialistas em propriedade intelectual apontam que a decisão pode servir de precedente para criadores que utilizam trocadilhos ou referências pop em seus nomes. Embora Yoko Ono ainda possa recorrer, a análise de risco indica baixa chance de reversão, dada a distância temporal entre o auge dos Beatles e a cena urbana atual.

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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images

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