Dois líderes, um estreito estratégico e 14 dias que podem redefinir o Golfo Pérsico
Donald Trump anunciou nesta terça-feira (7) que suspenderá por duas semanas a operação militar já mobilizada contra o Irã, condicionando a pausa à abertura total e imediata do Estreito de Ormuz.
- Em resumo: trégua de 14 dias nasce de mediação do Paquistão e inclui garantia iraniana de navegação segura.
Mediação surpresa de Islamabad evita ataque iminente
A iniciativa partiu do primeiro-ministro Shehbaz Sharif e do marechal Asim Munir, que levaram a Washington uma proposta de dez pontos para esfriar o conflito. Segundo a agência Reuters, um terço do petróleo global passa diariamente por Ormuz, o que torna qualquer bloqueio um choque imediato aos mercados de energia.
“Esse será um CESSAR-FOGO de mão dupla”, escreveu Trump, detalhando que a ordem de bombardeio estava pronta para ser executada ainda nesta noite.
Irã aceita cessar ataques e garante Ormuz aberto
Em nota oficial, o chanceler Abbas Araqchi afirmou que Teerã interromperá qualquer ação ofensiva enquanto não houver novas ameaças. As Forças Armadas iranianas, segundo ele, coordenarão o fluxo marítimo para assegurar “passagem segura” ao longo das próximas duas semanas — janela crucial para avaliar negociações de longo prazo.
Especialistas lembram que tensões em Ormuz remontam aos anos 1980, mas ganharam contornos dramáticos após a reativação de sanções norte-americanas em 2018. Com a cotação do Brent já acima de US$ 90, cada sinal de conflito na região pressiona ainda mais a inflação global.
O que você acha? A trégua de 14 dias basta para evitar uma escalada maior ou é apenas fôlego temporário? Para acompanhar todos os desdobramentos, acesse nossa editoria de Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / The White House