Trump libera atletas na Copa e veta Guarda Revolucionária

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Decisão tenta equilibrar esporte e geopolítica às vésperas do Mundial

Donald Trump – ex-presidente dos Estados Unidos – afirmou recentemente que os jogadores convocados pelo Irã estão autorizados a disputar a Copa do Mundo, mas fez questão de frisar que qualquer pessoa ligada à temida Guarda Revolucionária Islâmica continuará barrada por Washington.

  • Em resumo: atletas iranianos ganham sinal verde, porém o veto político-militar permanece intacto.

Atletas liberados, mas sanções permanecem

Ao comentar o tema, Trump disse que “não há interesse em punir jovens que só querem jogar futebol”. Ainda assim, lembrou que as sanções impostas ao corpo de elite iraniano seguem em vigor desde que ele, em 2019, classificou a organização como terrorista, conforme noticiado pela agência Reuters.

“Os atletas podem competir. Quem tiver laços com a Guarda Revolucionária, não”, reforçou o ex-mandatário.

Tensão histórica molda a decisão

A relação entre Washington e Teerã vive sob atrito constante desde a Revolução Islâmica de 1979. De lá para cá, embargos econômicos intensificaram-se, sobretudo após disputas sobre o programa nuclear iraniano. Em 2018, o governo Trump retirou os EUA do acordo nuclear e reinstaurou sanções que afetaram setores de petróleo, finanças e transporte.

Especialistas veem a liberação dos jogadores como esforço para evitar um boicote esportivo que poderia repercutir negativamente entre torcedores e patrocinadores globais. Por outro lado, manter o bloqueio à Guarda Revolucionária sinaliza ao Congresso norte-americano que a política de “pressão máxima” sobre o governo iraniano continua relevante.

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Crédito da imagem: Divulgação / Getty Images

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