Post removido do Truth Social expõe nova fissura com ala cristã dos EUA
Donald Trump — ao comentar a repercussão de uma montagem gerada por inteligência artificial removida recentemente do Truth Social — afirmou que a arte o representava “como médico da Cruz Vermelha”, e não como figura messiânica. A declaração foi dada durante entrevista transmitida pela Band, em meio a acusações de blasfêmia vindas até de aliados conservadores.
- Em resumo: Trump diz que imprensa “inventou” a leitura religiosa da imagem e apaga o post após pressão.
Blasfêmia ou equívoco? Entenda a origem da controvérsia
A ilustração, publicada na noite de domingo, mostrava o ex-presidente envolto em túnica branca, mãos brilhando e cenário repleto de símbolos patrióticos. Parte da base evangélica considerou o material ofensivo, enquanto vozes como a ex-deputada Marjorie Taylor Greene taxaram o meme de “espírito do anticristo”. Segundo a agência Reuters, o conteúdo saiu do ar na tarde de segunda-feira.
“Eu pensei que era eu como médico, algo ligado à Cruz Vermelha. Só a imprensa falsa poderia criar outra narrativa”, declarou Trump na entrevista.
Dependência do voto religioso torna o episódio sensível
Em 2024, 56% dos católicos norte-americanos escolheram Trump, salto expressivo em relação a pleitos anteriores. Analistas apontam que novos atritos simbólicos podem corroer essa vantagem caso se repitam até a disputa de 2028. O professor Ryan Burge lembra que parte do eleitorado viu na sobrevivência ao atentado de julho de 2024 “um sinal divino”, o que eleva a expectativa de postura reverente do político.
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Crédito da imagem: Reprodução / Truth Social