Mudança repentina põe em xeque avanço das negociações
Donald Trump – Na manhã de 25 de abril de 2026, o presidente dos Estados Unidos cancelou a ida de seus enviados às conversas de paz em Islamabad, alegando “tempo desperdiçado” depois que o principal negociador iraniano deixou o Paquistão sem acordo.
- Em resumo: Washington recua após representante de Teerã abandonar o diálogo em Islamabad.
- Ofensiva iniciada em 28 de fevereiro por EUA e Israel segue sem trégua.
Por que Islamabad perdeu protagonismo de uma hora para outra
Fontes diplomáticas relataram que a capital paquistanesa vinha sendo tratada como palco neutro, mas a saída inesperada do enviado de Teerã reduziu a utilidade logística da missão norte-americana. De acordo com dados compilados pela Reuters, o deslocamento das delegações custaria à Casa Branca cerca de US$ 1,2 milhão por semana entre segurança, voos militares e diárias.
“¡Demasiado tiempo malgastado en viajar, y mucho trabajo por hacer!”, escreveu Trump em sua rede Truth Social ao confirmar o cancelamento.
Retomada dos diálogos: cenário improvável ou peça de pressão?
Especialistas lembram que Trump costuma usar táticas de choque para reabrir cartas na mesa. Em 2019, durante a crise com a Coreia do Norte, manobras semelhantes anteciparam um novo roteiro de cúpulas. Agora, porém, o cálculo é mais complexo: Israel mantém ofensiva conjunta no Golfo, enquanto sanções adicionais contra o Irã – aprovadas pelo Congresso em março – entram em vigor no próximo mês.
Já o Paquistão teme perder protagonismo regional. Desde 2001, Islamabad hospedou ao menos quatro rodadas de negociação envolvendo Washington, sempre capitalizando apoio militar como moeda diplomática. Analistas da Universidade de Lahore apontam que o vazio repentino pode deslocar as conversas para Doha ou Genebra, encarecendo o processo e prolongando a escalada.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters