Prazo de 48 h eleva risco de escalada militar no Golfo Pérsico
Donald Trump renovou neste domingo (5/4) o tom beligerante contra Teerã, ameaçando ataques “sem precedentes” à infraestrutura civil caso o Estreito de Ormuz continue bloqueado até terça-feira.
- Em resumo: Trump diz que o Irã “viverá no inferno” se não liberar a rota vital de petróleo.
A encruzilhada do Estreito de Ormuz
O corredor marítimo concentra cerca de 20% das exportações globais de petróleo e já foi palco de choques anteriores. Segundo dados citados pela Reuters, qualquer interrupção prolongada pode disparar o preço do barril e afetar cadeias de suprimento em todo o planeta.
“Se o Irã não abrir o Estreito até terça, viverá no inferno”, escreveu o ex-presidente em publicação recheada de palavrões.
Histórico de ameaças e possíveis desdobramentos
Desde 2018, quando se retirou unilateralmente do acordo nuclear, Trump alterna sanções econômicas e retórica militar contra a República Islâmica. Em janeiro de 2020, ordenou o ataque que matou o general Qasem Soleimani, episódio que levou Teerã a retaliar bases americanas no Iraque. Analistas lembram que, à época, o Pentágono preparou cenários de resposta que incluíam alvos civis estratégicos — exatamente o que o republicano agora volta a mencionar.
Especialistas em segurança do Golfo alertam que o período de 48 h é curto para negociações diplomáticas significativas. Caso o Irã ignore o ultimato, Washington pode optar por ataques cirúrgicos a instalações portuárias ou de energia, medida que aumentaria a volatilidade do mercado e poderia arrastar potências regionais como Arábia Saudita e Emirados Árabes para o conflito.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters