Medida promete reduzir crise sensorial e filas em postos de saúde
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul — Na próxima quarta-feira, a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos decide se encaminha ao plenário o projeto do deputado Neri, o Carteiro (PSD) que autoriza a vacinação domiciliar para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em todo o estado.
- Em resumo: proposta leva equipe de saúde até a casa do paciente para evitar superestimulação em postos.
Como a logística será organizada
Segundo a minuta, equipes de enfermagem municipais ficarão responsáveis pelo agendamento prévio, transporte e acondicionamento das doses em caixas térmicas. A iniciativa segue protocolos semelhantes aos já usados na imunização de acamados — experiência que, de acordo com reportagem do G1, elevou a adesão vacinal em até 30% em capitais brasileiras.
“O ambiente controlado reduz comportamentos de fuga e agressividade, comuns quando há excesso de ruído e luz”, destaca a justificativa técnica do projeto.
Por que a pauta é urgente
Estima-se que 1 em cada 36 crianças esteja no espectro autista, segundo o CDC norte-americano. No Rio Grande do Sul, entidades como a Associação Gaúcha de Pais de Autistas calculam cerca de 200 mil pessoas com TEA. Para muitas famílias, deslocar o filho até um posto significa horas de preparação, risco de crises sensoriais e, não raramente, a desistência da vacina.
A adoção do modelo domiciliar também pode aliviar a sobrecarga nos postos: levantamento da Fiocruz mostra que atendimentos prolongados de pacientes neuroatípicos consomem até 25% do tempo das salas de vacinação em horários de pico.
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Crédito da imagem: Divulgação / O Sul