Proposta mira corte de 2% do PIB e acende alerta sobre gastos sociais
Flávio Bolsonaro — pré-candidato ao Planalto — teve, segundo a Folha de S.Paulo, um esboço de programa econômico vazado que equaliza despesas sociais apenas pela inflação, travando ganhos reais de aposentados e setores como saúde e educação.
- Em resumo: texto indica congelamento de benefícios, mas senador afirma que “fake news” contaminam o debate.
Congelamento de repasses: o que está na minuta
A reportagem detalha três frentes: INSS e BPC sem aumento real, desvinculação do salário mínimo das aposentadorias e piso de saúde e educação limitado ao IPCA. Caso avançasse, a economia ao Tesouro ficaria em torno de 2% do PIB, estimam interlocutores citados pelo jornal. Especialistas ouvidos pela CNN Brasil lembram que mudanças semelhantes exigiriam emenda constitucional — caminho político complexo em ano eleitoral.
“O dia já começa com combate às FAKE NEWS! Fonte furada; nunca tratei do tema internamente”, rebateu o senador nas redes sociais.
Por que isso importa para o bolso do eleitor
Sem reajuste acima da inflação, o poder de compra de 37 milhões de beneficiários do INSS encolheria gradualmente. Analistas comparam o efeito ao do teto de gastos sancionado em 2016, que já limitou o crescimento real das despesas federais. À época, estudos do Ipea indicaram perda de até R$ 95 bilhões em investimentos sociais ao fim de uma década.
A equipe de Flávio, porém, vê sinal verde ao mercado ao mostrar compromisso fiscal. Instituições financeiras costumam reagir com queda nos juros futuros quando governos indicam cortes permanentes de despesa, movimento que poderia beneficiar o crédito privado.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Senado