Tensão política sobe após críticas contundentes ao Supremo
Romeu Zema – pré-candidato do Novo à Presidência – afirmou, na última terça-feira (28), que o Brasil “vive claramente um regime autoritário” que cerceia a liberdade de expressão, mas garantiu que “nenhuma ditadura permanece para sempre”.
- Em resumo: Zema reforça críticas ao STF e diz contar com o voto popular para “virar a chave” do Judiciário.
Críticas diretas ao STF e aposta no voto popular
Durante entrevista ao programa Pingos Nos Is, da Jovem Pan, o ex-governador mineiro disse ser “o que mais critica o STF” porque “não tem rabo preso”. Ele citou que as urnas, em outubro, darão resposta “adequada” e abrirão espaço a “pessoas de bem”. Em meio ao acirramento, Gilmar Mendes pediu ao ministro Alexandre de Moraes que avalie a inclusão de Zema em inquérito, conforme noticiou a CNN Brasil.
“Nós estamos hoje, claramente, num regime autoritário que tira a liberdade de expressão e quer calar as pessoas”, declarou Zema, acrescentando que “nenhuma ditadura permanece para sempre”.
Vídeo satírico, embate judicial e contexto histórico
A tensão ganhou novo capítulo quando Zema publicou um vídeo satirizando Gilmar Mendes e Dias Toffoli em meio ao caso Banco Master. O material levou Mendes a representar contra o político, alegando possível crime de difamação. Especialistas lembram que confrontos entre Executivo e Judiciário se intensificaram desde 2020, com mais de 20 pedidos de investigação envolvendo parlamentares e pré-candidatos, segundo levantamento do Instituto de Direito Público. Esse cenário eleva o debate sobre expansão de poderes do STF e o impacto na confiança das instituições democráticas.
O que você acha? As declarações de Zema podem alterar o equilíbrio entre Judiciário e Executivo? Para acompanhar a cobertura completa, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Futura Press