Criação de estatal vira teste de soberania mineral no Congresso
Partido dos Trabalhadores (PT) – Em nota divulgada na última quinta-feira (23.abr.2026), a bancada petista na Câmara contrariou o Palácio do Planalto ao defender a Terrabras, projeto que transformaria a CPRM em estatal capaz de controlar do garimpo ao refino de minerais estratégicos.
- Em resumo: Deputados querem regime de partilha para terras raras após venda de mineradora goiana por US$ 2,8 bi.
Venda da Serra Verde acende alerta estratégico
A alienação da Serra Verde para a norte-americana USA Rare Earth, anunciada por US$ 2,8 bilhões, foi o estopim para a ofensiva do PT. O episódio, em meio à escalada global por insumos de transição energética, gerou reação imediata em Brasília; segundo dados compilados pela Reuters, a demanda mundial por terras raras pode dobrar até 2030.
“Precisamos de coragem política para impedir a submissão dos nossos recursos às cadeias estrangeiras”, afirmou o líder Pedro Uczai (PT-SC) na nota oficial.
De pré-sal às baterias: por que Terrabras preocupa Brasília
Ao replicar o modelo de partilha do pré-sal, a proposta daria ao Estado participação direta nos lucros e poder de veto sobre a exportação de concentrados, reduzindo a histórica dependência de valor agregado externo. Analistas lembram que a China domina hoje cerca de 60% do refino global de terras raras; sem capacidade similar, o Brasil segue exportando minério bruto e importando componentes de alto valor, como ímãs para veículos elétricos e mísseis de precisão.
Além da questão mineral, a nota petista conecta a Terrabras a agendas paralelas: reestatização de ativos da Petrobras, proibição das apostas esportivas e metas de industrialização verde. Para o governo, porém, o debate deveria ficar para “médio prazo”, uma vez que exigiria amplo rearranjo orçamentário e possivelmente um segundo mandato presidencial.
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Crédito da imagem: Divulgação / Poder360