Bastidores inéditos mostram impacto do programa na TV atual
Marcelo Tas abriu o jogo sobre o sentimento de nostalgia em relação ao “Custe o Que Custar” (CQC), sucesso exibido entre 2008 e 2015, mas deixou claro que não cogita um retorno ao humorístico.
- Em resumo: Tas admite saudade, revela bastidores e afirma que não pretende reassumir o antigo posto.
Formato revolucionou a cobertura política no horário nobre
Durante entrevista ao UOL Splash, o comunicador detalhou como a mistura de jornalismo com humor abriu caminho para quadros satíricos que hoje dominam a TV aberta e o streaming. Segundo ele, a linguagem agressiva do CQC «quebrou a quarta parede» ao expor políticos a perguntas diretas e, ao mesmo tempo, mostrar falhas na comunicação oficial.
“Com saudades, mas sem vontade de…”, resumiu o apresentador ao ser questionado sobre um possível retorno.
Legado do CQC e os novos rumos de Tas na televisão
O formato, criado originalmente na Argentina, revelou nomes como Danilo Gentili, Rafinha Bastos e Marco Luque, hoje protagonistas em canais de talk show. Para Tas, o salto desses profissionais confirma que o CQC se tornou uma incubadora de talentos e redefiniu o timing do humor político no Brasil. Atualmente, ele comanda o “Provoca” na TV Cultura, projeto que, segundo o próprio, lhe oferece liberdade editorial sem a pressão do entretenimento puro.
Além disso, a ascensão de programas inspirados em sátira política, como “Greg News” e “Pico da Neblina”, reforça o vácuo deixado pela atração da Band. Especialistas apontam que, desde a saída do CQC, a participação de jovens adultos em debates políticos nas redes sociais cresceu 25%, de acordo com dados compilados pela Kantar Ibope.
O que você acha? O humor crítico do CQC faz falta ou a TV já superou esse formato? Para mais análises sobre entretenimento, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / TV Pop