Petro e Delcy fecham cooperação militar imediata em Caracas

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Visita relâmpago põe Colômbia e Venezuela no mesmo front de defesa

Gustavo Petro desembarcou em Caracas na última sexta-feira e, em poucas horas, alinhou com a presidenta interina Delcy Rodríguez um plano de cooperação militar classificado pelos dois governos como “imediato”. O encontro marca a primeira visita de um chefe de Estado estrangeiro à Venezuela desde a captura de Nicolás Maduro.

  • Em resumo: Colômbia e Venezuela retomam laços estratégicos e prometem integração nas áreas de segurança e fronteira.

Militares dos dois países deverão atuar juntos já nas próximas semanas

Fontes do Palácio de Miraflores confirmaram que os ministérios da Defesa de ambos os lados receberam “luz verde” para traçar operações de vigilância de fronteira e intercâmbio de inteligência. De acordo com uma apuração da Reuters, o foco inicial será conter o avanço de grupos armados que atuam entre Arauca e Apure.

“Petro se tornou o primeiro chefe de Estado estrangeiro a pisar a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro”, destacou o jornal El País em sua cobertura do encontro.

Por que a reaproximação importa para a região

O corredor Colômbia-Venezuela responde por cerca de US$ 1 bilhão anuais em comércio formal desde a reabertura total da fronteira em 2023. Analistas lembram que, sem coordenação militar, o trecho segue vulnerável a contrabando de combustível e à migração irregular. Agora, com Caracas buscando aliviar sanções e Bogotá precisando de estabilidade para avançar no processo de paz interno, a parceria militar pode acelerar negociações multilaterais e atrair investimentos de infraestrutura, como a modernização da ponte Simón Bolívar.

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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

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