Declaração misógina de conselheiro de Trump provoca reação no Planalto
Janja da Silva – A primeira-dama classificou como “impossível não se indignar” a fala do empresário e ex-conselheiro de Donald Trump, Paolo Zampolli, que chamou as brasileiras de “raça maldita”. O comentário gerou repúdio imediato nas redes e acendeu alerta no governo brasileiro sobre discursos de ódio vindos do exterior.
- Em resumo: Janja cobra retratação de Paolo Zampolli após insulto dirigido às mulheres do Brasil.
Quem é Paolo Zampolli e por que a fala chocou
Conhecido por ter atuado como agente de modelos e, depois, como doador da campanha de Donald Trump, Zampolli ganhou status diplomático nos EUA e passou a integrar círculos próximos ao ex-presidente. Foi nesse contexto que, durante evento privado em Nova York, ele teria usado o termo “raça maldita” ao se referir às brasileiras, segundo apuração da CNN Brasil.
“É impossível não se indignar diante de um ataque tão misógino e preconceituoso”, disse Janja, exigindo respeito às mulheres brasileiras.
Repercussão internacional e possíveis desdobramentos
Diplomatas ouvidos pelo Itamaraty avaliam que a grosseria pode ganhar contornos jurídicos, sobretudo porque Zampolli exibe passaporte diplomático do pequeno Estado de Dominica, o que levanta discussões sobre imunidade e responsabilidade. Organizações de direitos humanos lembram que episódios semelhantes resultaram em processos civis nos Estados Unidos, além de boicotes corporativos.
O que você acha? A fala de Zampolli deve gerar ação judicial ou basta um pedido público de desculpas? Para acompanhar todos os desdobramentos, acesse nossa editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação / Reprodução