Fim de mandato acende alerta sobre futuro do saneamento público
CORES-DMAE encerrou sua gestão trienal neste mês de abril de 2026 reafirmando que a batalha contra a privatização do Departamento Municipal de Água e Esgotos de Porto Alegre está longe de terminar.
- Em resumo: após nove anos de pressão, o conselho avisa que a água local segue na mira do mercado.
Nove anos de embate contra o mercado
Desde 2017, o órgão sindical produz relatórios técnicos, ações judiciais e mobilizações de rua para barrar iniciativas de concessão do DMAE. A ofensiva ganhou fôlego depois que o novo marco legal do saneamento abriu caminho a investidores privados em 2020.
“Água não é mercadoria e o saneamento básico não pode ser tratado como ativo financeiro.”
Por que isso importa para Porto Alegre
Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, 96% da capital já dispõe de cobertura de água tratada, índice acima da média nacional. Organizações sociais alertam que, com tarifas focadas em lucro, famílias de baixa renda podem ser as primeiras afetadas. Casos recentes — como a privatização da Corsan, no Rio Grande do Sul, e da Sabesp, em São Paulo — registraram protestos de funcionários e consumidores, além de questionamentos judiciais sobre aumentos tarifários.
O que você acha? Privatizar o DMAE traria benefício ou risco para a população? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / CORES-DMAE