Viagem relâmpago aos EUA escancara pressa e disputas internas
Partido Liberal (PL) – sob pressão do calendário eleitoral, a sigla ainda não definiu quem herdará a vaga de Eduardo Bolsonaro na corrida ao Senado por São Paulo, mesmo após nova comitiva desembarcar nos Estados Unidos para ouvir o ex-deputado.
- Em resumo: Eduardo resiste a indicar nome fora do núcleo bolsonarista, travando os planos de campanha do PL paulista.
Costa Neto aposta em André do Prado, mas aval de Eduardo emperra
O presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, levou novamente o deputado estadual André do Prado ao encontro de Eduardo, numa estratégia de última hora para selar o acordo. Segundo levantamento do G1, o impasse já ameaça o cronograma de alianças com o governador Tarcísio de Freitas.
“Com certeza, vai ser uma chapa vitoriosa”, afirmou Tarcísio, ao insistir que o segundo nome precisa surgir nas próximas semanas.
Cenários alternativos: suplência, investigações e espaço no palanque
No PL, circula a ideia de registrar Eduardo como suplente, solução que exigiria análise jurídica porque ele é investigado no STF por suposta coação à Justiça. Outros cotados – Mario Frias, Gil Diniz e o vice-prefeito Ricardo Mello Araújo – tentam se viabilizar junto ao eleitorado que elegeu dois senadores de direita em 2022. Há ainda a sombra de Ricardo Salles, pré-candidato pelo Novo, que divulga pesquisas internas para atrair conservadores.
Analistas lembram que São Paulo terá duas cadeiras do Senado em disputa, cenário raro que elevou os custos das campanhas em 30 %, segundo projeções do Tribunal Superior Eleitoral. Cada semana de atraso na escolha do PL impacta a montagem de palanques regionais e compromete a divisão do fundo partidário, vital para propaganda e mobilização.
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Crédito da imagem: Divulgação / Partido Liberal