Desabafo expõe suspeitas de manobras políticas e ataque à dignidade feminina
Amanda Ungaro – empresária brasileira radicada nos EUA – reacendeu a polêmica envolvendo o ex-marido, o italiano Paolo Zampolli, após ele taxar mulheres do Brasil de “raça maldita” durante entrevista recente à emissora italiana RAI.
- Em resumo: Zampolli, ligado a Donald Trump, virou alvo de repúdio após declarações misóginas e xenófobas.
Falas de Zampolli geram repúdio internacional
Na conversa com a RAI, o ex-diplomata da ONU afirmou que “mulheres brasileiras são programadas para causar confusão” e as comparou a uma “raça maldita”. A repercussão foi imediata: o Ministério das Mulheres e a primeira-dama Janja da Silva condenaram publicamente o discurso. Veículos estrangeiros, segundo a BBC News, destacaram o teor xenófobo do incidente, ampliando a pressão sobre o empresário.
“Mulheres brasileiras são programadas para causar confusão… são todas iguais”, disse Zampolli na RAI, inflamando a crise diplomática.
Influência política, acusações e o elo com Donald Trump
Casados por quase 20 anos, Amanda acusa o ex-marido de usar o acesso ao círculo de Donald Trump para tentar deportá-la dos Estados Unidos. Zampolli, que foi doador do Partido Republicano e já chefiou comitivas na ONU, passou a ser visto como fixer do ex-presidente em Nova York nos anos 2000.
Especialistas em relações internacionais lembram que controvérsias do gênero podem afetar a imagem de Washington na América Latina, região onde a Casa Branca tenta recuperar influência desde a chegada de Joe Biden. Além disso, casos de misoginia têm impactado acordos comerciais: em 2023, o Banco Interamericano de Desenvolvimento incluiu cláusulas de equidade de gênero em novos financiamentos.
O que você acha? Episódios como esse prejudicam a reputação de empresas ligadas a figuras públicas? Para mais análises de cenário global, acesse nossa editoria de Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / RAI