STF sela prisão de ex-chefe do BRB após propina de R$146 mi

Deivid Jorge Benetti
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Votação unânime escancara bastidores da tentativa de compra do Banco Master

Paulo Henrique Costa – ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) – teve a prisão confirmada pela Segunda Turma do STF, que concluiu, recentemente, o julgamento virtual mantendo a ordem de custódia determinada pelo ministro André Mendonça.

  • Em resumo: Corte formou 4 × 0 para manter Costa detido por suspeita de receber R$ 146,5 milhões em propina.

Como cada ministro votou no caso

O relator André Mendonça abriu a divergência favorável à prisão, seguido por Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes. Apenas no processo paralelo do advogado Daniel Monteiro houve divisão: Mendes defendeu prisão domiciliar com tornozeleira. Segundo a agência Reuters, decisões colegiadas em ambiente virtual costumam sinalizar o entendimento que o tribunal adotará em futuras etapas da Operação Compliance.

“O placar final ficou em 4 votos a 0 para manter a prisão de Costa.” – trecho do voto do relator André Mendonça.

Por que a decisão preocupa o mercado e o GDF

O BRB, banco público controlado pelo Governo do Distrito Federal, encerrou 2023 com lucro recorde de R$ 1,1 bilhão. A suspeita de que o antigo presidente teria pactuado uma propina bilionária para comprar o Banco Master, porém, lança sombra sobre a governança da instituição. Analistas destacam que o episódio pode dificultar futuras emissões de dívida do DF e atrasar aval do Banco Central para projetos de expansão do BRB.

O que você acha? A manutenção da prisão fortalece o combate a fraudes em bancos públicos ou expõe fragilidades de controle? Para acompanhar outros desdobramentos, acesse nossa editoria de Política.


Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil

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