Pentágono treina golfinhos e leões-marinhos para missões secretas

ELIANE RIBAS SCHEMELER
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Projeto militar de 60 anos permanece sem substituto tecnológico

Marinha dos EUA – mantém, há quase seis décadas, um contingente de golfinhos-nariz-de-garrafa e leões-marinhos-californianos treinados para patrulhar portos, localizar minas e resgatar equipamentos em águas turvas, função que nenhum drone subaquático conseguiu igualar até agora.

  • Em resumo: mamíferos marinhos identificam ameaças submarinas com precisão superior à de sensores artificiais.

Por que golfinhos superam robôs subaquáticos

A ecolocalização natural dos golfinhos permite detectar objetos metálicos a dezenas de metros, recurso vital na proteção de submarinos nucleares, segundo documentos citados pela Reuters. Já os leões-marinhos mergulham até 300 m e recuperam artefatos em tempo recorde, prendendo um mosquetão ao item para içamento.

“O governo dos EUA afirma que, até o momento, nenhuma tecnologia reproduz a eficiência desses animais em ambientes de baixa visibilidade.”

Lições da Guerra Fria e tentativas frustradas com outras espécies

Lançado nos anos 1960, o programa testou tubarões, tartarugas e aves marinhas, mas só os mamíferos resistiram à variação de temperatura e obedeceram a comandos complexos. Durante a Guerra Fria, relatórios apontam que a União Soviética desenvolveu iniciativa semelhante no Mar Negro – indicando uma corrida biológica paralela à tecnológica.

Hoje, o Pentágono injeta recursos em veículos autônomos subaquáticos, mas admite que baterias e algoritmos ainda não rivalizam com o “hardware vivo”. Enquanto isso, equipes sediadas em San Diego reciclam veteranos para missões de busca de minas no Golfo Pérsico e na costa do Pacífico. Imagens exibidas pela transmissão da GloboNews mostram golfinhos prendendo boias de localização a falsos explosivos durante treinamentos.

O que você acha? O uso de animais em missões militares deve continuar enquanto não houver alternativa tecnológica? Para mais histórias de geopolítica e defesa, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Departamento de Guerra dos EUA

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