Veja o que trava o acordo e quando as aulas podem voltar
Prefeitura de Canoas — Mesmo após uma nova rodada de negociações, realizada na última segunda-feira (27), a paralisação dos professores continua e já afeta cerca de 30 mil estudantes da rede municipal.
- Em resumo: Docentes rejeitaram a proposta do Executivo e mantêm greve iniciada há duas semanas.
Negociações intensas, mas sem consenso
Desde o início da paralisação, representantes do sindicato e do governo municipal reúnem-se quase diariamente. A oferta mais recente prevê reposição parcial da inflação e plano de carreira revisto, mas a categoria exige reajuste integral de 14% e pagamento retroativo. Segundo levantamento do G1, greves semelhantes em Porto Alegre e Caxias do Sul só foram encerradas após mediação do Ministério Público.
“Seguimos abertos ao diálogo, mas precisamos de uma proposta que contemple toda a pauta econômica”, declarou um porta-voz do sindicato após a assembleia de segunda-feira.
Impacto na aprendizagem e no calendário letivo
Com o calendário escolar comprometido, a Secretaria Municipal de Educação já estuda estender o ano letivo até janeiro para cumprir a Lei de Diretrizes e Bases, que exige 200 dias de aula. O déficit preocupa pais, pois os alunos vinham de perdas de aprendizagem durante a pandemia. Em 2022, relatório do Inep mostrou que o Rio Grande do Sul teve queda de 5 pontos no IDEB do ensino fundamental — cenário que pode se agravar caso a paralisação se prolongue.
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Crédito da imagem: Divulgação / Prefeitura de Canoas