Esquema de corrupção pode ter facilitado entrada ilegal de cargas no país
Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, 28 de abril, a Operação Mare Liberum para desmontar um suposto cartel de corrupção, contrabando e descaminho dentro da alfândega do Porto do Rio de Janeiro.
- Em resumo: servidores, despachantes e empresários são suspeitos de trocar propina pela liberação irregular de mercadorias.
Como funcionava o suposto conluio
Segundo os investigadores, fiscais aduaneiros recebiam pagamentos periódicos para alterar a ordem de conferência, reduzir tributos ou simplesmente ignorar cargas de alto valor. As ordens judiciais cumpridas nesta manhã incluem mandados de busca em empresas de logística e residências de servidores, com apoio do Ministério Público Federal e da Corregedoria da Receita Federal. Dados preliminares apontam que o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 150 milhões, informa reportagem da G1.
“As investigações começaram em 2023 e identificaram um padrão de liberação de contêineres fora dos critérios legais”, consta no relatório sigiloso da PF citado na decisão judicial.
Por que o caso preocupa o setor portuário
O Porto do Rio movimentou aproximadamente 6,2 milhões de toneladas de cargas em 2023, figurando entre os cinco maiores terminais marítimos do país. Qualquer brecha na fiscalização impacta diretamente a segurança sanitária, a arrecadação e a competitividade das empresas regulares. Especialistas ouvidos lembram que operações semelhantes, como a “Porto Seguro”, em 2021, resultaram em aumento de 18% na arrecadação aduaneira após o afastamento de servidores investigados.
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Crédito da imagem: Divulgação / Polícia Federal