Prisão de “El Jardinero” expõe virada tática da Armada mexicana
Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) – Na última segunda-feira, um grupo de elite da Armada deteve, em Nayarit, Audias Flores, o “El Jardinero”, nome apontado como possível herdeiro de Nemesio Oseguera, morto em fevereiro durante ação do Exército. É o segundo golpe decisivo contra a cúpula do cartel em apenas dois meses.
- Em resumo: captura enfraquece pretensão de sucessão e reforça imagem da Armada após recentes crises internas.
Operação em Nayarit sela disputa pelo controle do CJNG
Fontes do governo descrevem a investida como milimétrica, resultado de semanas de rastreamento eletrônico e inteligência humana. Segundo a Reuters, Flores articulava alianças para manter a estrutura de tráfico de fentanil e armas que fez do CJNG uma das organizações mais lucrativas do hemisfério.
“Foi uma operação de surpreendente precisão que neutraliza um dos braços operacionais mais violentos do país”, destacou nota oficial da Secretaria da Marinha.
Escândalos recentes e o esforço para recuperar credibilidade
A captura chega em momento simbólico. A Armada vinha pressionada por denúncias de huachicol fiscal — contrabando de combustível que sangra cofres públicos — e pelo desastre do trem interoceânico, que abalou a confiança na instituição. Agora, a ofensiva contra o CJNG serve como vitrine de eficiência e estratégia integrada com o Exército.
Análises de segurança apontam que, sem Flores, o cartel pode enfrentar rachas internos ou ofensiva de rivais como o Sinaloa. Historicamente, vácuos de poder elevaram índices de homicídio em regiões-chave; apenas em 2025, confrontos envolvendo facções rivais fizeram subir em 8% as taxas de violência no Pacífico mexicano, de acordo com dados oficiais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters