Brasileiros mortos no Líbano expõem falha do cessar-fogo

Deivid Jorge Benetti
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Mortes de civis elevam tensão na fronteira Israel–Hezbollah

Itamaraty confirmou, na noite de segunda-feira (27), que uma brasileira e o filho de 11 anos morreram dentro de casa em Bint Jbeil, sul do Líbano, após um bombardeio atribuído às Forças de Defesa de Israel.

  • Em resumo: mãe, pai e criança morreram; outro filho brasileiro segue hospitalizado.

Cessar-fogo sob questionamento

O Ministério das Relações Exteriores classificou o ataque como “reiterada e inaceitável violação” do cessar-fogo em vigor desde 2006, acordo que vem sendo rompido com frequência desde a escalada regional pós-outubro. Segundo levantamento da Reuters, ao menos 80 civis já perderam a vida em confrontos entre Israel e Hezbollah apenas neste ano.

“O governo brasileiro condena veementemente todos os ataques durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah”, diz a nota oficial.

Escalada regional e riscos para brasileiros

Organizações humanitárias alertam que o sul do Líbano voltou a ser um dos pontos mais voláteis do Oriente Médio. A ONU reforçou a presença da UNIFIL na fronteira, mas incidentes fatais continuam a ocorrer. Desde 7 de outubro, a troca de fogo já provocou o deslocamento interno de mais de 90 mil libaneses, de acordo com dados da Cruz Vermelha Internacional.

Brasileiros que residem no país contam hoje com cerca de 3,5 mil cadastrados na embaixada em Beirute. O governo mantém um plano de repatriação aberto, semelhante ao executado na Faixa de Gaza, mas alerta que rotas terrestres podem ser fechadas sem aviso prévio.

O que você acha? A comunidade internacional conseguirá restaurar o cessar-fogo de forma efetiva? Para mais análises sobre o conflito, acesse nossa editoria de Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

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