Votação unânime escancara bastidores da tentativa de compra do Banco Master
Paulo Henrique Costa – ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) – teve a prisão confirmada pela Segunda Turma do STF, que concluiu, recentemente, o julgamento virtual mantendo a ordem de custódia determinada pelo ministro André Mendonça.
- Em resumo: Corte formou 4 × 0 para manter Costa detido por suspeita de receber R$ 146,5 milhões em propina.
Como cada ministro votou no caso
O relator André Mendonça abriu a divergência favorável à prisão, seguido por Luiz Fux, Nunes Marques e Gilmar Mendes. Apenas no processo paralelo do advogado Daniel Monteiro houve divisão: Mendes defendeu prisão domiciliar com tornozeleira. Segundo a agência Reuters, decisões colegiadas em ambiente virtual costumam sinalizar o entendimento que o tribunal adotará em futuras etapas da Operação Compliance.
“O placar final ficou em 4 votos a 0 para manter a prisão de Costa.” – trecho do voto do relator André Mendonça.
Por que a decisão preocupa o mercado e o GDF
O BRB, banco público controlado pelo Governo do Distrito Federal, encerrou 2023 com lucro recorde de R$ 1,1 bilhão. A suspeita de que o antigo presidente teria pactuado uma propina bilionária para comprar o Banco Master, porém, lança sombra sobre a governança da instituição. Analistas destacam que o episódio pode dificultar futuras emissões de dívida do DF e atrasar aval do Banco Central para projetos de expansão do BRB.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasil