Expansão acelerada reforça o papel indígena na restauração florestal
Projeto Ar, Água e Terra – O programa socioambiental, que atua em dez aldeias guaranis, elevou de 10 para mais de 30 hectares as áreas em restauração no Rio Grande do Sul, revelando um salto expressivo na proteção dos biomas Pampa e Mata Atlântica.
- Em resumo: comunidades guaranis já conservam 96% de seus 3.409 ha e lideram modelo sustentável de uso da terra.
Três vezes mais hectares: impacto direto na fauna, flora e saúde local
O triplo de área reflorestada significa o retorno de espécies nativas, erva-mate e remédios naturais, descreve o cacique José Cirilo Pires Morinico. Esse movimento acompanha uma tendência nacional apontada pelo G1 em reportagem sobre restauração ambiental, que destaca a eficácia de projetos conduzidos por povos originários.
“O que esses números revelam é a força do protagonismo indígena na gestão de seus territórios”, afirma Denise Wolf, coordenadora do projeto.
Reconversão produtiva: da monocultura ao manejo tradicional
A iniciativa também converteu mais de 26 ha para sistemas agroflorestais, quadruplicando a marca de 2024. Essa transição combina cultivo de alimentos, viveirismo de 60 mil mudas nativas e geração de renda, reduzindo a pressão por desmatamento. Segundo dados do IBGE, propriedades que adotam agroflorestas podem elevar em até 30% a produtividade de subsistência, confirmando a viabilidade do modelo aplicado pelas aldeias.
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Crédito da imagem: Divulgação / IECAM