Decisão abre crise de sucessão no governo roraimense
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – em sessão realizada na noite de terça-feira (28), a Corte manteve a cassação do mandato do governador de Roraima, Edilson Damião (União), e decretou a inelegibilidade, por oito anos, do ex-governador Antonio Denarium (Republicanos), réu no mesmo processo por abuso de poder político.
- Em resumo: Estado deverá ser comandado interinamente pelo presidente da Assembleia até nova eleição suplementar.
Votos e fundamentos que selaram o veredicto
Por maioria, os ministros entenderam que houve desequilíbrio na disputa de 2022, tese já reconhecida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima. Segundo o relator, a conduta “feriu a igualdade entre os candidatos”, conforme registrado na ata do julgamento. Detalhes da sessão podem ser lidos no portal G1, referência em cobertura política nacional.
“A gravidade dos atos praticados comprometeu a legitimidade do pleito, impondo a sanção máxima”, diz trecho do acórdão aprovado pela maioria do Plenário do TSE.
O que muda agora para Roraima e para Denarium
Com a anulação do resultado de 2022, quem assume provisoriamente o Palácio Senador Hélio Campos é o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Soldado Sampaio (Republicanos). A Constituição estadual prevê a realização de eleição indireta no prazo de 30 dias caso a vacância ocorra na segunda metade do mandato – cenário que, na prática, passa a valer imediatamente.
Para Antonio Denarium, a declaração de inelegibilidade até 2032 complica qualquer plano de retorno à vida pública no curto prazo. A Lei da Ficha Limpa impede que ele dispute cargos eletivos nesse período, afastando-o inclusive de uma eventual eleição suplementar. Observadores locais avaliam que a decisão reconfigura o tabuleiro político e abre espaço para novas alianças no Estado, historicamente marcado por disputas acirradas pelo comando do Executivo.
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Crédito da imagem: Divulgação / Gazeta do Povo