Artista resgata raízes afro-brasileiras em obra que sacode a cena independente
EGITOROCK – referência do underground paulistano – lançou recentemente a faixa “Exu É Meu Amigo”, carro-chefe do EP solo “Vida Lóki”, reforçando debates sobre ancestralidade e liberdade artística.
- Em resumo: novo EP mistura punk, rap e ritmos de terreiro em quatro faixas inéditas.
Por que “Exu É Meu Amigo” virou assunto além da música?
A canção coloca em primeiro plano a entidade Exu, divindade do candomblé muitas vezes alvo de preconceito. A abordagem direta ecoa discussões contemporâneas sobre intolerância religiosa e identidade negra. Segundo matéria da Rolling Stone Brasil, projetos que unem sonoridade urbana e matriz africana vêm ganhando espaço nos streamings, sinal de que há público sedento por narrativas autênticas.
“Exu É Meu Amigo” integra o EP “Vida Lóki”, estreia solo de Mariô Onofre sob o nome EGITOROCK.
Contexto: a jornada de Mariô Onofre até o “Vida Lóki”
Antes do trabalho solo, Onofre passou por coletivos de hardcore na zona leste de São Paulo, experiência que moldou a estética crua do novo registro. O músico também participou de rodas de rap na Praça Roosevelt, onde afiaram-se letras de crítica social. O título “Vida Lóki” homenageia a gíria paulistana popularizada pelo músico Loki, remetendo à ideia de viver intensamente sem perder a reflexão política.
Além da faixa de estreia, o EP traz “Favela 3D”, “Manifesto 011” e “Dancei na Encruzilhada”, gravadas no estúdio da produtora independente Escuderia Santos. A distribuição digital ficou a cargo da Tratore, gigante do selo alternativo, que revelou nomes como Liniker e Emicida.
O que você acha? O EP de EGITOROCK inaugura um novo capítulo do underground paulistano ou é apenas mais um lançamento? Para acompanhar outras novidades da cena, acesse nossa editoria de entretenimento.
Crédito da imagem: Divulgação / EGITOROCK