Pressão de Pequim coloca em xeque integração de IA já incorporada à Meta
Meta – A controladora de Facebook e Instagram avalia reverter a compra da startup de IA Manus, concluída em dezembro por US$ 2,5 bilhões, depois que reguladores chineses proibiram a transação alegando risco à segurança nacional na última segunda-feira (27).
- Em resumo: Pequim deu poucas semanas para que o acordo seja cancelado e os ativos chineses da Manus sejam totalmente desvinculados da Meta.
Por que o veto chinês assusta o Vale do Silício
Mesmo bloqueados na China continental, produtos da Meta recebem verbas expressivas de anunciantes chineses que miram consumidores internacionais. A ameaça de sanções diretas coloca em risco essa fonte de receita e expõe a gigante de Mark Zuckerberg a um precedente regulatório que pode respingar em outras big techs, segundo análise do TechCrunch.
Pequim exigiu “a remoção integral de dados ou tecnologias já transferidos” e avalia “sanções a ambas as empresas caso o negócio não seja completamente desfeito”.
Investidores tentam salvar o que puder
Tencent, HSG e ZhenFund, que financiaram os primeiros estágios da Manus, sinalizaram apoio ao desmembramento. O problema: a tecnologia da startup, desenvolvida inicialmente pela Beijing Butterfly Effect Technology e depois migrada para Singapura, já foi embarcada em produtos de IA generativa da Meta. Especialistas lembram que desmontar integrações de código e banco de dados costuma ser caro e demorado.
Movimentos de proteção semelhantes cresceram nos últimos anos. Em 2023, Washington bloqueou a venda de chips avançados da Nvidia a fabricantes chinesas, enquanto Bruxelas revisou aquisições envolvendo dados sensíveis. O veto atual reforça, portanto, a tendência de “balkanização” das cadeias de IA, como apontam analistas ouvidos pela Reuters.
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Crédito da imagem: Divulgação / Manus